26/03/2009

LOUCOS POR AMOR


Olá, eu fiz parte do improviso em 2002-2003, e a minha vida encaminhou-se mesmo para a lides teatrais. Aqui vos deixo a divulgação do espectáculo onde participo, que estará em cena dia 26 de Março no Teatro Municipal de Albufeira.
Apareçam!

João de Brito

22/03/2009

PARA LER COM PRAZER!

Aproveitando a onda dos provérbios, que hoje me inspiram,com esta terceira mensagem é caso para dizer, "não há fome que não dê em fartura". Mas não podia deixar de publicar um extracto do mail que comunica a nossa selecção para a I MOSTRA DE TEATRO DO ALGARVE:

Caros Amigos

Encontra-se concluído o processo de selecção dos Grupos que irão apresentar as suas peças de teatro na Mostra de Teatro Escolar, no Teatro Lethes durante o próximo mês de Maio.

Limitados ao número de sessões da Mostra (seis), foram seleccionados seis Grupos, com base nos critérios adoptados - sinopse da peça e Curriculum do Grupo, e é com muito prazer que informamos que o vosso Grupo foi um dos seleccionados para esta edição da Mostra de Teatro.

Votos de continuação de bom trabalho.

Saudações teatrais,

Elsa Vaz
Serviço Educativo TMF

NOVA PRODUÇÃO DO IMPROVISO-LINHAS CRUZADAS S/N

Linhas Cruzadas S/N é a nova produção do Grupo de Teatro Improviso, a estrear na I Mostra de Teatro Escolar do Algarve, organizada pelo Teatro Municipal de Faro, que terá lugar no Teatro Municipal de Faro de 12 a 14 de Maio de 2009. Linhas Cruzadas S/N é a expressão do sonho de atravessar fronteiras, controladas por barreiras alfandegárias, que nos despem até à nudez. Cada gesto traduz uma linguagem, um código de regras, que é necessário compreender. É urgente cruzar linhas, passar para o outro lado. Quando começa a viagem?

Um abraço,

Prof. Teresa

10 ANOS DE IMPROVISO E OUTRAS NOTÍCIAS

Olá Pessoal,

Mais vale tarde, do que nunca, como diz o ditado. Sem notícias, nem minhas, nem vossas, o nosso blogue "estacionou à porta", mas lá dentro, na nossa sala de teatro, o Improviso continua activo, cheio de ideias, projectos e vontade de voltar ao palco. Este ano comemoramos os nossos 10 anos de existência. DEZ ANOS, como o tempo passa.
A primeira performance do Grupo de Teatro Improviso, intitulada “Uma Flor para Ti(A)mor”, criada no âmbito do “Projecto Inter-Escolas de Solidariedade”, em parceria com o Departamento de Artes da ES Tomás Cabreira, estreou em 30 de Novembro de 1999, no Auditório do Instituto Português da Juventude, Faro. Escolhemos, assim, a data de 30 de Novembro de 2009 para iniciarmos as comemorações do nosso décimo aniversário, com a reposição da performance. As comemorações estender-se-ão até 28 de Janeiro de 2010, com um espectáculo a realizar nos dias 27 e 28 de Janeiro, datas em que estreámos a nossa primeira peça teatral “A Tradição Já Não é o Que Era”, lembram-se?
Aguardamos as vossas ideias e a vossa participação na nossa Festa. A ideia é fazer uma peça a partir de todas as peças que já fizemos e apresentá-la ao público nos dias 27 e 28 de Janeiro. Esperamos a participação de todas e todos improvisas/os dos últimos e maravilhosos 10 ANOS,

Um abraço,

prof. Teresa

09/12/2008

Quando fui ao teatro pela primeira vez, fui um pouco influenciado por um amigo meu que ja fazia teatro a bastante tempo e como eu sempre gostei de fazer filmes com os amigos decidi entrar no teatro da escola denominado de Improviso, onde conheci pessoas espectaculares.
a primeira vez que entrei na sala de espelhos foi com um grande amigo meu, o Victor, a primeira sensação foi ficar um pouco nervoso, pois na conhecia ninguem.
depois com o tempo perdi a timidez, descobri que nao era so gostar de teatro, era sentir a emoçao de entrar em palco, o nervosismo inicial, mas depois da cena feita o alivio de nao ter falhado, so me senti nervoso nos bastidores porque na hora tava calmo.
foi das melhores esperiencias que tive. espero continuar no grupo Improviso bastante tempo. apesar de este ano ter tido uns problemas que me tem impossibilitado de ir. um grande abraço para a professora Teresa .

Paulo Madeira

01/12/2008

Há quase dez anos...

Há quase dez anos (sem qualquer problema, porque o tempo é uma espiral), fiz parte do grupo fundador do 'Improviso'. Com muita alegria. Há meses que quero publicar no blogue, mas tenho-me sentido como um 'burro a olhar para um palácio' ao pensar no que escrever. Mais do que teatro, o grupo foi (e continua a ser :) ) Vida! Amizades. Contactos. Que mantenho até hoje. Repito: com muita alegria. Atrevo-me a dizer que tenho na vida: A.I. (Antes do Improviso) e D.I. (Depois do Improviso); A.T.H. e D.T.H. (Antes de Teresa Henriques e Depois de Teresa Henriques, um Depois actual). E é com muita alegria (volto a repetir) que quero fazer parte da comemoração dos dez anos.
E porque as palavras faltam para descrever a felicidade, um ser com perna de alegria:

FELICIDADE
Não me peças, amigo
Felicidade documentada
Ela não se disseca
Não tem como nem porquê
É música sem pauta
Vibra no silêncio
No olhar flutua
Corrói paredes
Raízes inunda
Pára o ponteiro
Toca o lábio na orelha
Dissolve o bem e o mal
Contenta-se do nada
De tudo se alimenta
E se felicidade
Parecer faltar
Sobrevive o sonho
Resiste a memória
Concretos ou virtuais
Sempre reais…
Até ao próximo degrau
Ou à chave de outra escada!

(Filipe Soares Rocha - Dartacão)

O.B.R.I.G.A.D.O.!.

30/06/2008

A minha participação no Improviso





Improviso


Este ano para mim, foi o melhor a nível de teatro!Entrei para o grupo na onda de mudar de grupo de teatro, ansiosa para saber o que me esperava e encontrei uma professora maravilhosa, exigente e teimosa, e o melhor grupo de teatro que alguma vez tive, unido, divertido e amigo!
Num ano de mudanças, de crescimento e de decisões encontrei o que precisava neste teatro. No inicio parecia tudo muito bonito, tínhamos conversas sobre vários assuntos: sexo, adolescentes, namoros, como seria a vida de um cego, sobre direitos humanos, etc. Tivemos várias propostas, até nos chegar o verdadeiro trabalho “O Gato de Hamlet”, pensei que não seria tão difícil, pois seria o meu quinto ano de teatro, até chegar ao momento e ver que nunca tinha aprendido o principal, saber representar!
O teatro nem sempre é o que pensamos, chegar lá e puff, está feito! É preciso imenso trabalho, esforço, paciência e muita paixão! Eu tinha o sonho, e ainda o tenho, mas agora está em lista de espera, de ser actriz, queria mesmo, procurei escolas de teatro, e queria mesmo entrar, até que ao longo do percurso, abri os olhos e vi que nem tinha assim, talvez, tanto jeito, ou o que me falta é mesmo “muito trabalho”. Tentei fazer o que conseguia, dei o que consegui, tive dias bons e dias maus, desilusões e até chorei, mas quando a paixão do teatro nos marca não nos larga! Por isso não desistirei do teatro, apenas continuarei a “formar-me” e quando me sentir preparada logo enfrentarei as grandes provas das escolas de teatro!
Adorei este ano, a professora e os meus colegas, um ano de muito valor para mim, de crescimento e de decisões, um ano que guardarei para sempre no meu coração, e principalmente que poderei contar com a professora para qualquer coisa, e com os colegas, também.
Ou seja, este ano foi bastante produtivo, adorei tudo, os berreiros da professora, as atenções, e a sua incentivação, as macacadas do Jorge que animava a malta, e de todos os outros, os aquecimentos e os ensaios, TUDO.
Beijinhos e muitas saudades.
Margarida Ribeiro

16/06/2008

Despedida

A minha participaçao na peça "O Gato de Hamlet"
Bem, este ano, eu não estive muito presente no Improviso, mas participei nesta peça e, sinceramente, gostei, mas não me senti bem em fazê-lo, porque não fiz o que devia...
Este ano, tudo era diferente no Improviso, o grupo principalmente, um grupo que amei mesmo, mas, também, na minha participação. Logo no início do ano, pensei: "este ano vou-me aplicar no teatro", e, na realidade, tentei, mas vi que não conseguia conciliar a minha vida, com o teatro, e que tinha de fazer escolhas, não sei, se foi a coisa certa ou a errada, mas escolhi desistir do teatro sendo "O Gato de Hamlet" a minha última peça. Tenho imensa pena, mas não me sentia bem em atrapalhar um trabalho como o do Improviso!
Repensando, e lembrando-me do que, para mim, significa a palavra teatro, fico desolada, pois no nono ano, eu vivia vidrada no teatro e pensava todos os dias em procurar um grupo de teatro. Cheguei a ir ao Conservatório, onde me disseram que não existia nenhum grupo, mas no décimo ano, surpreendi-me, ao saber que havia um grupo de teatro na escola, e quis logo, inscrever-me. Esperei até Outubro (acho) e logo naquela primeira quarta apareci. Não conhecia ninguém, e tinha vindo pela razão, que retratava o teatro como a minha fonte de vida, um sonho tornado realidade, estar ali. Adorei todas as improvisações, mas não gostei do grupo. Claro que havia pessoas espetaculares, mas outro grupo que não posso dizer o mesmo. Com o passar do tempo, começou tudo a girar à volta na minha vida, e o teatro era a única alegria, até ao momento, em que eu vi, que já nem isso fazia sentido. Vi que, se alguma vez tive algum talento, acabava de perdê-lo naquele ano. No ano seguinte(este ano) voltei, com esperança de recuperar algo perdido, mas essa esperança foi perdida. Sinto-me mal por ter de sair, mas sinto que é o melhor. Não sei o que vai acontecer amanhã,mas sei que vou deixar acontecer.Nao sei se seria capaz de fazer aquilo que a professora conta muitas vezes, de ex.improvisos, que desistiram de tudo para fazer teatro, mas sei que se aquela magia do teatro voltar a renascer dentro de mim, não vou perdê-la novamente.
E desta forma me despeço do teatro, do palco, das luzes, da magia, do sonho...
Sónia Alves

18/05/2008

IMPROVISO EM CENA




















Depois da estreia, na Póvoa de Varzim,
"O Gato de Hamlet" fará a sua apresentação,
em Faro, no Teatro Lethes. Até breve.

13/05/2008

Nova Performance do Improviso
Dia 17 de Maio às 21.30
Museu Municipal de Faro

27/03/2008

Em cena



11 de Abril, Sexta-feira, 21h30
12 de Abril, Sábado, 21h30
13 de Abril, Domingo, 16h00

Bilhetes: €6,00
Estudantes, Jovens (até 25 anos): €5,00
Jovens a partir dos 65 anos: €5,00

CAPa – CENTRO DE ARTES PERFORMATIVAS DO ALGARVE
Rua Frei Lourenço de Sta. Maria, 4
(junto à Metalofarense, na R. Aboim Ascensão)

Reservas
apeste.gt@gmail.com
91 442 86 61
289 828 784
91 870 34 16


A PESTE – Associação de Pesquisa Teatral
Ana Paleta, António Branco, Fernando Cabral, Fúlvia Almeida, Inês Porfírio, Jorge Carvalho, Márcio Guerra, Rui Andrade, Sónia Esteves

Mais aqui. Notícia aqui e também aqui.

24/02/2008

A NOVA TRAMA DO IMPROVISO

A nova trama do Improviso chama-se: O Gato de Hamlet. Como o próprio título sugere, trata-se de uma adaptação livre da obra de Shakespeare, Hamlet. Começamos os ensaios em Janeiro (sim, no mês passado) e vamos estrear no VIII Encontro de Teatro Escolar da Póvoa de Varzim, na primeira semana de Abril (por isso nos chamamos Improviso). Em Faro, como a sala do IPJ está a ser remodelada, precisamos de encontrar um espaço alternativo, talvez o teatro Lethes, quem sabe?
Mas ainda há mais. A maior das tramas chama-se: Os Dez Anos de Improviso. Apelo a todos e todas improvisos/as que começem a esboçar ideias e sugestões para a nossa festa,

P.S. A propósito, a ACTA comemora este ano dez anos de existência. A festa teve lugar, ontem, no Teatro das Figuras com a peça Que farei com este livro?, de José Saramago.


Um abraço,


prof. teresa

22/01/2008

Olá pessoal!

Será que alguém pode abrir a cortina e desvendar o que é que o grupo anda a tramar? Vai sair alguma peça este ano? Estou curiosa...

E para aqueles que foram àquele encontro no Seu Café há uns meses: alguém ficou com a lista de contactos? Se sim enviem-na para o mail do grupo, sim? (teatroimproviso@gmail.com)

03/01/2008

Porque os pequenos também vão ao Teatro!

E como os pequenos também vão ao teatro, lá fui eu! Claro que não fui a primeira! A primeira foi a minha “cúmplice” Gilinha! E eu, qe não tinha ido, também quis ir! Então, lá fui! Fui com a minha irmã, que já lá tinha estado e queria continuar, e entrámos na sala dos espelhos. Chegámos atrasadas e, quando pisei o chão daqela sala, fiquei muito nervosa! Vi todos sentados em roda a falar deste grupo: “Improviso”. Não me lembro de como foi esse dia, mas sei qe depois desse me senti encorajada para lá voltar todas as Quartas-feiras, das 16.00h (acho) às 18.00h. Ano de trabalho de corpo (essencialmente), voz e improvisações mas também de algumas vergonhas e novas amizades! Nesse ano não apresentámos peça, mas no ano a seguir...: “Xeque-Mate”, uma peça constituída apenas por raparigas (já a minha irmã tinha saído e eu e a Gilinha permanecíamos as “piqininas”). Fomos à Póvoa de Varzim apresentar a nossa peça pela primeira vez e correu muito bem! No dia 4 de Maio apresentámos de novo mas já em Faro! Fiquei muito contente nesse dia! Os meus amigos e a minha familia foram-me ver e gostaram muito! Apercebi-me (apesar de já me ter apercebida na Póvoa) que gosto muito que batam palmas! xD
O ano passado lá voltei, e vi muita gente nova e muito pouca já minha conhecida ( A Gilinha lá continuava! =D). Já com rapazes, apesar de poucos, o grupo fez novamente muito trabalho de corpo, voz e improvisações. De novo se fizeram novas amizades, mas desta vez já sem tantas vergonhas! “Hotmail.com” foi a peça que se representou, neste novo ano, uma criação colectiva do “Improviso”, tal como a anterior, mas muito diferente da outra. Dirigida, não só, mas principalmente aos jovens, foi muito divertida, viciante e musical. As palmas foram imensas e as críticas positivas!
Adorei pertencer ao “Improviso”, ouvir os gritos da Professora xD, conhecer gente nova que me fez ver e viver a vida de outra forma, das massagens de grupo, de arranjar “namorado” à Sandra juntamente c/ a Gilinha (sim, porque nós juntas somos umas pestes!), de ir à Póvoa, de apresentar as peças, de ouvir as grandes gargalhadas da Carina, de fazer de Alecrim ("não é Alecrim! É AR-LE-QUIM!"), de fazer de Hippie, dos aplausos, de TUDO!!! Tudo me fez crescer e ser a pessoa qe sou hoje! Não foi só o Improviso, mas também contribuiu muito!

Infelizmente, devido ao horário, este ano não pude ir, mas no próximo. . . qem sabe ? ; )

Marta Vaz
Uma das piqininas! =
D

23/11/2007

Passar pelo Improviso

A passagem pelo grupo Improviso na secundária foi uma das coisas que mais me marcou.
Ainda me lembro de ver o anúcio na reprografia a perguntar quem queria entrar para o teatro...de ir até á porta da sala e de estar com receio: bato ou não á porta? =) Depois de bater, entrei e não saí mais de lá durante três anos espectaculares que nunca mais hei-de esquecer.
Lembro-me, como se fosse ontem, da professora Teresa gritar comigo: Tânia fala mais alto!Projecta a voz mulher!...Eu era tão timida.....:P Depois vieram as viagens à Póvoa de Varzim.....que foram espectaculares em todos os aspectos...desde as actuações ao convívio.
Sinto falta de tudo isso....dos nervos antes de uma estreia, dos stresses da professora, porque não tinhamos o texto decorado( mas que fique aqui assente que a professora é um espectáculo!), das palhaçadas do pessoal, das viagens...etc.....de tanta coisa.
Aos novos elementos que vão entrando para o grupo só tenho uma coisa a dizer...aproveitem e desfrutem do grupo enquanto lá estiverem, porque vão viver uma das melhores experiências das vossas vidas...que jamais irão esquecer...e que mais tarde terão saudades...:P
Beijos a todos os novos elementos do improviso e aos antigos também.....encontramo-nos numa próxima estreia do grupo...=P

Ass: Tânia

22/11/2007

Futura performance

Esta vulgaridade que me destrói o cérebro.(pausa) Nem tudo é arte, mas o Nem Tudo pode ser alguma coisa, quando estagno e me limito a observar, a escutar, a dizer que disse. Onde fica a acção? Já fiz, já fiz, e fiz, e fiz, fiz….Tudo são reminiscências que enriquecem o ser, mas não enchem a boca. Tenho uma sombra tão curta nas minhas costas, e uma enorme bolha de ar no peito, que por vezes me impede de criar. Sou o dono da verdade, cuspo pró ar de maneira a conseguir salpicar todos os que me rodeiam. O comodismo caminha lado a lado com a pseudo intuição que me habita o pensamento. Pseudo intuição, nascer para.., jeito natural, tretas! Durante as longas noites busco a minha ceita, grito à procura de uma estátua que teima em não aparecer. Autodestruição no horizonte!!! (pausa) No desabrochar da luminosidade de um novo dia, quero dar um novo passo, um passo diferente do de ontem, e amanha……entrego-me de corpo e alma a este mundo incerto.

Dona Sophia faça favor:

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


23/10/2007

Este blog

Olá a todos!

A ideia deste blog surgiu num encontro de (antigos) elementos do grupo. O objectivo é que sejam vocês próprios a publicar textos, comentários, fotografias, assim como eu e a Uper já fizémos. Depois qualquer pessoa pode deixar comentários ao que cá está. O interesse é ter um "site" dinâmico onde se partilham opiniões, ideias, informações úteis, etc. Seria giro que alguém pusesse uma fotografia da sala e/ou da escola e o horário de encontros, assim qualquer pessoa fica a saber essa informação.

Perguntam vocês (ou não):

- o que raio é um blog?
- como é que isto funciona?

Não quero que vos falte nada! E para que o blog funcione como BLOG é preciso que todos saibam o que é. No meu tempo a internet ainda dava passos de criança, isto é, levava muito tempo a abrir uma página, e o e-mail era utilizado por muito poucos. Só existiam 2 computadores na biblioteca com acesso à internet, e a meia hora que lá estávamos só dava para ver a caixa de entrada do e-mail. Nas aulas de informática aprendíamos DOS (já ninguém sabe o que é isso). Como tal, custa-me muito a crer que jovens com mais de 15 anos só saibam fazer downloads de músicas e que sejam alheios à blogosfera.

Então, e para que não vos falte nada, vou explicar tudo. É muito simples: existe um administrador do blog (a prof. Teresa) que é como que "dona" do blog. Tem um login e uma password de acesso e, além de colaboradora/participante que publica coisas, tem poderes para vos enviar convites para serem participantes e publicarem à vontade aqui no blog. Isto quer dizer que não precisam de entregar textos à prof. Teresa para ela os colocar aqui, nem ela deverá dar-vos a password dela para o efeito.

Ao vosso lado direito podem ler o seguinte: "Se fazes ou fizeste parte do Improviso e queres participar no blog (i.e., publicar textos, fotos, videos) envia um e-mail para teatroimproviso@gmail.com." Isto quer dizer que devem enviar um e-mail para este contacto a dizer qualquer coisa do género "Olá, eu faço parte do grupo e quero participar no blog". Se forem de facto membros do grupo (ou tiverem sido), receberão um convite para terem o vosso próprio login (e password) para serem blogueiros (colaboradores) e publicarem (ou postarem, se preferirem) vocês próprios o que bem entenderem.

Também ao vosso lado direito, mas mais abaixo diz assim: "Não sabes o que é um blog? Então clica AQUI!" Já clicaram AQUI? Então cliquem em cima da palavra "AQUI" e verão que esta tem um link (hiperligação) para a Wikipedia (uma enciclopedia online) onde se explica o que é um blog.

Agora que já sabem o que é um blog, e qual é o objectivo do nosso, só precisam de receber o convite, tornarem-se colaboradores e começarem a escrever directamente aqui com as vossas próprias mãozinhas. Ainda têm a vantagem de o Blogger ter uma versão em português... (o inglês já não serve de desculpa...)

Para mais informações consultem:
http://www.blogger.com/
http://www.google.com/

Espero sinceramente que este post seja útil a quem dele precisava, e que seja ignorado por quem já sabia isto tudo (a esses, peço desculpa pelo incómodo).

Passagem pelo Improviso


Olá pessoal, quero partilhar com vocês a minha passagem pelo Grupo Improviso. Decorria o ano lectivo de 2002-2003 e decidi entrar para o grupo. Era para ter entrado no ano anterior, mas disseram-me que já estava lotado. O primeiro contacto foi estranho, porque embora seja uma pessoa extrovertida, o teatro faz com que as pessoas se exponham, e no grupo onde me acabava de inserir, não tinha relações de amizade, era tudo novo, e não havia aquele à vontade que temos com os nossos amigos. Tinha agora de encarar uma professora que não conhecia, colegas que não conhecia, e esse ”senhor” chamado TEATRO.

As semanas passavam e os medos ficavam para trás das costas, tudo se tornava “gozo” pessoal. Os exercícios de união de grupo e de confiança, propostos pela professora, foram determinantes para que tal sucedesse. Rapidamente fiz relações de amizade, e estava sempre desejando que chegasse a quarta-feira para ter ensaio.

A Prof. Teresa chegou num dia e comunicou que já tinha escrito uma peça para fazermos, a partir das nossas improvisações. A minha primeira reacção foi de felicidade, porque íamos realmente fazer teatro, mas, ao mesmo tempo, estava cheio de medo… e aí deixou de ser um trabalho de integração/iniciação e passámos a ensaiar com um fim. Lembro-me que tive imensas dificuldades, e como na altura tinha o sotaque algarvio acentuado, “cantava muito a falar” e não terminava a palavras, uma tendência tipicamente algarvia. Em tudo onde me meto, levo a sério, e sou responsável, foram raras as vezes que faltei, e lembro-me que às vezes ficava chateado com os colegas que não iam, porque o teatro não é uma arte de uma pessoa, mas sim de um todo.

Pisei pela primeira vez um palco dia 30 de Maio de 2003 com a peça “Se tu me am@sses..”. Foi um dia frenético, estava muito nervoso, ainda para mais, porque a plateia estava repleta de familiares e amigos.Tudo me saiu mal, lembro-me de ter que apanhar um fio em cena e, por mais que tentasse acalmar-me, não consegui, as minhas mãos tremiam como se tivesse na Sibéria todo nu.

Seguiram-se mais espectáculos, um em Olhão, que já correu melhor, e o último, já eu estava na Universidade e a professora Teresa telefonou-me. Recordo-me como se fosse hoje, disse que tínhamos um espectáculo para apresentar na Universidade do Algarve, onde ia estar presente um colosso do teatro, o Sr. João Mota, e a prof. disse-me que eu tinha de ir a Faro, fazer o espectáculo, porque não tinha ninguém para me substituir, mesmo já não pertencendo ao grupo. Foi o último dia de “Improviso”. Tive pena de não ter ido à Póvoa de Varzim, mas não se pode ter tudo.


A minha mensagem para quem está no Grupo Improviso é que se apliquem, não faltem, cheguem a horas, e acima de tudo, brinquem e disfrutem ao máximo, e se eventualmente, alguém quiser seguir o Teatro a nível profissional, têm que ser muito persistentes e ponderar muito bem se é isso que querem.

Grande Abraço a todos

João de Brito

Falar de Teatro

Falemos de teatro de uma forma abstracta, de uma forma que ultrapasse os horizontes reais e nos leve para uma dimensão utópica, aproveitando para esquecer todo aquele mundo, fazendo com que a magia se torne realidade, da mesma forma que o teatro trás aquela sensação de liberdade que é tão rara, fazendo assim ganhar asas, e poder voar para todos aqueles sítios imaginários, onde não importa quem somos, o que fazemos, ou até mesmo, o que queremos.É apenas aquele momento. como se não houvesse mais nada.

Teatro, mais do que uma encenação, é a libertação da alma perdida no interior de qualquer corpo. Palavra que definiria teatro seria magia, magia no palco das fantasias das almas penetradas num só corpo, fazendo com que nós deixássemos de existir. Teatro, mais do que aprender, é imaginar.Imaginar que podemos, que conseguimos e que nada nos impedirá!Teatro, um mundo em que tudo acaba e ao mesmo tempo ganha uma nova vida.

Sónia Alves

19/10/2007

Confissões de uma Adolescente

Este ano, dois mil e sete, pensei seriamente em desistir do teatro. Bom, desistir não. Desistir é uma palavra muito forte e eu cá não desisto! Mas achei que, dados tantos afazeres, o melhor era deixar a"representação" para outros tempos mais propícios e menos ocupados. Até falei com a
professora Teresa sobre isso... Mas acabei por perceber que não conseguia "deixar a representação para tempos mais propícios".

Durante um ano, apenas, o Improviso tinha-se tornado muito importante para mim. Porque seria? Os meus melhores amigos do teatro tinham desistido. Não pensava seguir teatro. Houve alturas até, durante o ano passado, em que só me apeteceu sair da sala a correr e bater com a porta atrás de mim. Então, porque é o Improviso tão importante? Não é tanto pelo trabalho que fazemos lá dentro. Não é tanto pelo trabalho de voz, ou corpo, ou pelas improvisações e marcações em palco. Não é pelo texto, nem pelas personagens, nem pelo nome da peça, nem pela importância do nosso papel ou o seu número de falas.

Acho que, vistas bem as coisas, é mais pelo tempo em que estamos cansados e não fazemos nada, nos deitamos na madeira, a apanhar sol e, de repente, nos apercebemos que, naquela sala, naquele Improviso, o que mais interessa não é o resultado final, mas sim o trabalho por que passamos até lá chegar. É o choro, o riso, o medo, as frustrações, as verdades, as ilusões, as discussões. É o crescimento da personagem. É o crescimento da pessoa. O grupo Improviso, para além de ser Escola de Teatro, é Escola de Vida.

E eu não consegui desistir, porque fez de mim a pessoa que sou hoje.

Obrigada.
Gena

Nota: Este texto foi escrito pela Gena e recebido e publicado pela Professora Teresa.